12 de novembro de 2010

Não-lugar...


"Um monge bateu à porta de um mosteiro.

Outro monge abriu a porta e perguntou para aquele que estava chegando: “De onde você vem?” E o monge que chegava, respondeu: “Para onde você vai?”

São duas perguntas: “De onde você vem?” e “Para onde você vai?”.

Eles, então, sorriram, fizeram ‘Namastê’ um para o outro e a porta foi aberta.
Qual é o sentido que isso tem para você? Qual é o sentido que isso tem para o senso comum?
Dentro do contexto histórico de um mosteiro Zen, eu não venho de lugar nenhum e você sabe que eu venho daquele lugar de onde você também vem.
Ou seja, ninguém vem, ninguém vai.

Porque Aquilo que você verdadeiramente é, não vem de lugar nenhum, nem vai para lugar nenhum.
Aquilo está sempre no mesmo lugar e, por incrível que pareça, não é um lugar, é a ausência de lugar. É um "não-lugar"
Não-lugar por Satyaprem

Aqui Satyaprem nos aponta para a verdade que nos escapa...
O Ser que nós somos verdadeiramente, é o TODO, é CONSCIÊNCIA, é o ABSOLUTO...
Aonde este Todo pode começar e terminar? Como sair dele, e voltar para ele? Existem idas e vindas? Como uma onda se extravia do oceano? Como o infinito pode ser cercado?

Se só existe o oceano da Existência, aonde se chega nele e se sai dele?
Isso tudo quem faz é a mente...que "acredita" que pode colocar divisões, parâmetros, linearidade na realidade...
Na verdade isso é ilusão, isso é Maya.

Nenhuma divisão cabe ao Todo.
Nenhum chegar, nenhum partir...somente o ficar, somente o Ser, somente o agora...
Tempo e espaço são ilusões da mente, que precisa de uma sequência de fluxo para compreender a realidade.
A consciência não precisa de nada disso, pois já é o Todo...não tem como não ser...
Aqui com esse conto Zen, Satya nos aponta essa consciência.
Aquele que vê não se engana mais. Não se deixa enganar pela mente que diz, eu vou, você vai, eu fui, você veio....de onde? :)
Se só um não-lugar é possível !
Amor
Lilian

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