20 de novembro de 2010

Agradeço...


Se a roseira não deu flor,
Ainda escuto os pássaros cantarem...

Se a relva secou com o sol,
Ainda brincam nas árvores as pequeninas cigarras...

Se a chuva não veio regar a semente,
Ainda resta o orvalho da manhã para refrescar...

Se o dia amanheceu nublado e frio,
Ainda posso sonhar com a lua durante a noite...

Sonhos são canções,
São momentos de poesia da existência.
Sonhar com a relva verde,
Balançar na rede, um amor.
Sussurrar uma canção a quem se ama,
Enche de flor a paisagem do coração.

Nada a pedir.
Somente Ser.

Se o sabiá hoje não cantou na janela,
Ainda posso ouvir ao longe os bem-te-vis...

Se o vôo dos pardais hoje não veio,
Sei que eles voam em algum céu...

O céu existe para eles voarem,
Mesmo longe dos olhos meus...

Agradeço à simplicidade da Vida.
O que é, É.
O que existe,
O que se manifesta puro e simples,
O pequeno,
O instante,
O que aquece o coração...

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