21 de julho de 2010

Vacuidades...


"Existem dois tipos de vacuidade. Uma é a vacuidade negativa, a outra positiva.

A vacuidade negativa é solidão. Você perde a presença de algo ou de alguém. Você não está usufruindo da pureza da solitude. Você está na perda(...) O vazio é negativo.

Existe a vacuidade positiva. Esta não está na falta de ninguém. Pelo contrário, é agradável, é relaxante, permanecer na presença de Si mesmo. Quando você está sentado só, apenas aprecie a si mesmo, delicie-se a si mesmo, celebre o ser- você está vazio, mas a vacuidade é positiva.
A vacuidade negativa é um inferno. A positiva é divina. Ambas são vacuidades, mas existe uma tremenda diferença entre ambas. A negativa precisa se tornar na positiva.(...)

A solitude, que representa a vacuidade positiva. Ela é inocente, é silêncio, é quietude, é virgindade.
Se você nunca experimentou essa vacuidade positiva, sempre que a vacuidade chegar até você, você a temerá, por ser de natureza negativa, e vai querer sair dela o mais rápido possível. Mas isso não é necessário.
Relaxe nela, seja ela. Permita que ela seja em você, e não tente modificá-la em nada.(...)
Quando você entra na vacuidade pela primeira vez, você sente a mesma sensação do vazio. Isso é natural, já que você até então só experimentou o vazio anteriormente.

Nisso, eu digo a vocês, permaneçam, não fujam, vão além, sejam esse vazio. De repente, o foco muda, a gestalt muda, e vocês perceberão que o que era vazio, se tornou vacuidade. Não é mais isolamento, é a infinita presença.
Você desapareceu...e nesse desaparecimento, Deus apareceu.

Deus e você são gestalts. Se você está ali, Deus permanece escondido. Quando você desaparece, Ele se manifesta. Quando você volta, Ele se esconde de novo. Quando você está presente, você o oculta, como as nuvens no céu.

Usufrua dessa vacuidade sempre que puder. Feche seus olhos, e esvazie-se. Logo a beleza se revelará a você.
Pouco a pouco você estará provando de um novo sabor, um novo vinho, absolutamente novo, um que você nunca experimentou antes.(...)
Isso irá inebriar você. Ele te tornará cada vez mais elevado, absorto, e você será transformado através dele."
Osho em Come Follow Me

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