19 de agosto de 2013

Sem destino...


Certa vez me permiti despir de todas as máscaras
Abandonei todos os conceitos
Desfiz os nós das relações complicadas,
Me limpei de tudo o que carregava
E nunca foi meu,
Pouco peso,
Me fez então
voar..

Fiz um caminho solitário,
Mas pleno,
Nenhuma sombra me acompanhava
Nem passado
Memórias? Só as boas!
Só as que me alegravam 
a alma..

Parti sem destino
E nenhuma expectativa..
Parti para descobrir quem eu era
Quem era esse Ser que tudo percebia
Esse Ser que amava,
Esse Ser que se emocionava
e se maravilhava com a vida,
Mas não suportava prisões
E não foi feito para ser definido
Nem enquadrado..

Parti para o mergulho mais profundo que se pode dar,
Nos abismos da alma
Depois de muitas noites escuras, sem referências,
Tudo se tornou claro como o dia,
Tudo se tornou aquilo que sempre havia sido,
Só quem sem a interferência de uma mente agitada,
Uma mente divisora, 
que sempre teimava em dizer coisas 
que não existiam...

Finalmente o silencio se fez,
E o que surgiu foi a Totalidade disponível completamente,
Respirando a beleza da vida,
Experimentando o instante com pureza e simplicidade,
Descobri num instante, que o Paraíso é aqui
Tudo é puro,
Tudo é clara luz,
Eternidade...

Viagem das profundezas,
Morte e vida acontecendo,
Radiância e plenitude,
Voo, passos, tudo e nada...
Dentro e fora,
Mesma paisagem...

Meditação...

2 comentários:

  1. Bom Dia, Lilian,
    Belo texto que nos leva a refletir e nos convida a meditar.
    Obrigado por compartir.
    Bjs.

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