28 de agosto de 2013

Quietude e desapego - Papaji

"Fique quieto.
Fique quieto.
Fique quieto.(...)

Hoje falaremos dessa quietude...

Primeiramente, a uns sete mil anos atras, Arjuna perguntou a Krishna: “Como aquietar a mente? Ela é como o vento e não se pode pega-la com os dedos, ela é tão turbulenta. Como controlá-la, como aquieta-la?” Então a 
resposta de Krishna foi muito simples: “Isto pode ser feito com desapego e prática.” Estas duas palavras são muito importantes Desapego e Vairagya. 

Então como o desapego pode vir facilmente?

Todo mundo, qualquer um, quer desfrutar dos objetos dos
sentidos. Isso envolve todos, todos os seres estão envolvidos em gozar dos sentidos. Talvez vendo, ouvindo, cheirando, tocando, saboreando, isto é tudo. Então como 
desapegar nossa mente destas coisas? E como isto pode trazer quietude? Quando você souber, que todos estes objetos, não lhe trazem nenhum descanso ou paz. Então mais e mais, pense nisto, isto que eu tanto gosto, não me dá real satisfação. Mais e mais, eu quero repeti-la; novamente, eu quero repeti-la, mas ainda eu não consegui paz. Você está criando uma espécie de desgosto com isso, com esses objetos.

Agora você quer desapegar-se dessa coisas, porque elas não
lhe deram paz ou relaxamento. Um santo Telegu, um santo-poeta muito famoso de 500 anos atrás. Seu nome era Tyagaraja. O pessoal que se interessa por música conhecem muito bem esse nome, Tyagaraja, o rei dos músicos cantores, o rei dos músicos. 
Ele também disse “sianta malaika sowkya malaidu”, isto é em Telegu. “Quando não há quietude, nem o reinado pode dar-lhe felicidade”

Isso é o que ele diz, quando nós sabemos que os objetos sensoriais não vão trazer-nos permanente felicidade, nós vamos lentamente retirando nossa mente desses objetos. 

Continuamente, até nos Vedas isto é declarado -  Sempre que a mente entra em contato com objetos sensoriais, traga-a de volta, traga-a de volta para a paz, traga-a de volta para a quietude. Acalme-a, onde quer que ela for, sempre que ela for, seja muito cuidadoso e traga-a de volta, porque você tem visto que estes objetos sensoriais não trazem paz para você. 

Portanto, este é abhyasa, a prática, que Krishna falou a Arjuna. Desapegue, onde quer que a mente vá, separe isto dos respectivos objetos sensoriais, novamente e novamente. Então, lado a lado, está o desapego e lado a lado o desejo pela sabedoria de Brahman, liberdade, desejo por liberdade, ambos devem estar correndo juntos. 

Desapegue-se dessas coisas, que não são permanentes, e descanse no que é permanente, sempre.

Então isto deve correr junto, ambos. Desejo por liberdade,
desapego dos sentidos. E seu foco nisso, em Brahman, desejo por realização da iluminação, aqui e então refletindo sempre daqui para aqui;

Há o desejo, então deseje uma vez, e uma vez que esse
desejo tenha vindo a sua mente. Você deve ter despendido milhões de anos para que esse desejo por liberdade tenha surgido em sua mente. Então, ouça isto, e então reflita 
sempre sobre isto, medite nisto. Este processo deve continuar. Sempre.(...)

A reflexão deve continuar, sempre, você vê. E então, quando
você senta onde quer que seja, medite no Self, em Brahman, na Verdade, na Paz, em Shanti. Então sempre você estará envolvido com isto.

Entre os amigos você fala sobre isto. Esta é a forma que
você deve expender seu tempo neste Universo. E aqueles que não podem fazer isto, eles terão que esperar. Aqueles que instantaneamente captam este instante, eles tem uma montanha enorme, tão larga quanto as montanhas do Himalaia; estes são os méritos de vir ao Satsang. (...)


Todos os santos tem declarado, que você precisa de bons karmas, realizado em Satsangs em varias encarnações, por essa razão agora você chegou aqui 
para Satsang, para aquietar. Até Buddha teve, ele disse, ele teve milhares de encarnações. Ele fala sobre suas muitas encarnações para Ananda. Então, neste tempo, última vida finalmente quando ele nasceu Gautama, como Siddharta, ele decidiu, ele decidiu instantaneamente ficar quieto. Uma visita fora do templo, doenças, velhice, morte, foi suficiente.

Isto é o que eu falo de desapego dos prazeres sensoriais.
Uma volta por aí, e imediatamente vem a decisão: “ Não, eu não quero este tipo de vida”. Retorna para casa.(...)

Assim como Buddha acordou, retorne. Ele viu a natureza da vida, afastou-se
dos apegos: esposa, filho, palácios...
Fique quieto agora, embaixo da Árvore Bodhi, fique quieto. Isso foi o que Buddha experienciou nesta vida e ele estava livre." 
Papaji em Satsang

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