30 de abril de 2013

Florescer na Compaixão...


"Sempre que você medita, você se sente bem-aventurado; sempre que sente compaixão, fica em êxtase. Então surge a gratidão, não dirigida a ninguém em particular; a gratidão simplesmente surge. Ela não é dirigida a mim ou a Jesus, ou a Zaratustra, ou a Buda.
Ela é simplesmente gratidão.

Você se sente grato apenas por estar aqui, apenas por estar vivo, apenas por ser capaz de meditar, apenas por ser capaz de sentir compaixão.
Você simplesmente se sente grato.
Essa gratidão não se dirige a ninguém, mas sim, ao Todo.

Se você se sente grato em relação a mim, então é uma gratidão da mente. Se você meditar e florescer na compaixão, simplesmente se sentirá grato, mas não em relação a mim, e sim, em relação a Tudo.
E quando você se sentir grato em relação a tudo, então será realmente uma gratidão para comigo, para Buda, para Jesus, para Zaratustra, nunca antes.

Quando há uma escolha, e você me escolhe, então o seu mestre torna-se um ponto e não o todo. É isso o que acontece em toda parte.
Os discípulos se apegam ao mestre e os mestres ajudam os discípulos a se apegares. Isso não é bom; é feio.

Quando você realmente floresce, então seu perfume não é dirigido a ninguém; quando você realmente floresce o perfume se espalha em todas as direções. E qualquer um que passe perto de você, sentirá a sua fragrância e a levará consigo.
Se ninguém passar por você, então, nesse caminho solitários e silencioso sua fragrância continuará se espalhando, sem estar endereçada a ninguém.

Lembre-se: a mente sempre tem um endereço; o Ser não tem endereço.
A mente está sempre se movendo em direção a alguma coisa; o Ser simplesmente se move em direção a Tudo. É um movimento sem meta alguma;

A meta existe por causa do motivo. Você se move para alguma coisa por causa do desejo. Quando não há desejo, como você pode se mover?
O movimento existe, mas não a motivação. Então você se move em todas as direções. Então, você se derrama, transborda.

Então, seu mestre está em toda parte. Então eu estou em toda parte. E só quando chega esse momento é que você fica livre do mestre também. Então, você está livre de todos os relacionamentos, de todos os limites. E se um mestre não pode libertar você dele próprio, então ele não é absolutamente um mestre.

Portanto, você não precisa fazer nada por mim. Faça alguma coisa por você.
Meditação, compaixão - isso também será por mim. Então, você sentirá a minha presença não pela mente.

Agora, você pensa e sente: O que podemos fazer por Osho?
Isso é mente. (...)

Uma coisa você pode fazer por mim - abandonar essa mente. Permita que o seu ser floresça.
Então, você terá uma fragrância.
Então, o Todo ficará feliz, em todas as dimensões e direções.
Você estará sempre em êxtase, e sua gratidão não será limitada.
Não será dirigida a um ponto, e sim, a Tudo por toda parte.
Só então, chegará à verdadeira prece.
Essa gratidão é prece. (...)

Quando depois da compaixão surge a gratidão, a existência toda se torna um templo. Tudo o que você toca faz tornar-se uma prece.
Não pode ser de outra forma.
Profundamente enraizado na meditação, profundamente fluindo na compaixão, você não pode ser de outra forma. Você se torna uma prece; você se torna gratidão.

Mas lembre-se: a mente sempre tem um endereço. Ela tem meta, um desejo a realizar. 
O Ser não tem endereço. Não tem meta. Não tem nada a atingir.

O reino do Ser há foi alcançado e o imperador já está no trono.
Você se move porque o movimento é vida, mas não se move para nenhuma meta.
Quando não há meta, não há tensão. Então o movimento é belo e gracioso."
Osho em Raízes e Asas.

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