19 de fevereiro de 2013

Dharma..


"Dharma não é religião.
Dharma simplesmente significa sua natureza intrínseca.
Ela não está escrita nas escrituras e ninguém pode lhe dizer que é o seu Dharma.

Você próprio tem que encontrá-lo.
Esta é uma grande dignidade, conferida ao indivíduo pela existência, a de que você não precisa viver de conhecimentos emprestados.

A fonte viva da vida está simplesmente fluindo nas proximidades. Por que não a beber e se saciar? (...)

Quanto mais fundo você for nas suas meditações, mais perto estará do eterno fluxo de sua fonte de vida. Ele é puro néctar, pois declara a sua imortalidade, a sua eternidade. Ele declara que a morte é uma ficção; ela nunca aconteceu e jamais acontecerá a alguém. 
Simplesmente muda-se de casa, entra-se numa outra forma, ou talvez na existência sem forma.(...)

O Dharma vive em você como uma semente.
Não existe ninguém para guiar a semente.
Não há escrituras para a semente ler.
Ela está tomando o risco de pôr-se para fora e você deve compreender que o risco não é pequeno.
O risco é exatamente uma morte.
A semente precisa morrer no solo, somente então brotos da potencialidade da semente começarão a crescer.
Talvez ela se torne uma rosa, ou um lótus, ou algum outro tipo de flor. Não importa.O que importa é florescer e não o nome da flor. Uma flor selvagem é tão bela quanto uma preciosa rosa.

De uma certa maneira elas são irmãs, pois ambas chegaram ao seu florescimento. Ambas desfrutaram a alegria de crescer, ambas viram com seus próprios olhos o que estava oculto em suas sementes. Ambas assumiram o mesmo risco, o mesmo desafio. Na verdade, ela é uma morte e uma ressurreição.

A semente morre e ressuscita em muitas flores, em muitos frutos, em muitas sementes.( ...)
Apenas uma semente pode preencher a terra inteira com um verde absoluto. Tal é imensa possibilidade de uma pequena semente.
E você é uma semente, consciente.
A coisa mais preciosa na existência está dentro de você: a consciência.
A semente está tateando no escuro e ainda assim encontra o caminho. E você é consciente, você tem uma pequena luz."
Osho em Ma Tzu o espelho vazio.

***
Neste belíssimo texto do amado mestre Osho, fica claro que, se tomamos consciência da nossa potencialidade, e assumimos TODOS os riscos por essa caminhada, por esse germinar da semente, com todas as 'mortes', ressurreições, novas mortes e novas ressurreições, iremos aos poucos penetrando na luminosidade infinita da consciência búdica, a luminosidade profunda vai aos poucos se manifestando e com ela todas as transformações externas também vão acontecendo...

A semente que germina, morrendo, começa a florescer e dar frutos..
O Dharma começa a se revelar a cada um de nós, não por esforço ou estudo, ou trabalho, mas através da meditação, do silêncio, da simplicidade e da paz.
É no profundo que as maiores transformações acontecem...
É ali que o Dharma pessoal, nossa melodia individual, vai sendo tocada, cantada e dançada pela existência...
Amor
Lilian


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