30 de março de 2012

Unicidade - Jeff Foster


"Nós sempre estamos preocupados com nossas vidas, se nossas vidas vão dar certo, se vão funcionar ou não.
Precisamos enxergar que não existe "nossas vidas" em primeiro lugar. E que não estamos separados dessa "coisa" que chamamos de vida, nem por um momento sequer.

A vida vive a si mesma e sempre tem sido assim. Existe apenas aquilo que É. Existe apenas aquilo que acontece Agora.

O momento presente se apresenta como perfumes, sons, a batida do coração, aquilo que acontece, os pensamentos que surgem de lugar nenhum e se dissolvem também em lugar nenhum...
Tudo acontece, simplesmente acontece, chega a ser engraçado! As coisas simplesmente acontecem, sem que você tenha que fazer nada.
Não é necessário nenhum esforço para que as coisas aconteçam, o importante é ver isso, enxergar como as coisas surgem sempre no agora, e agora e agora.. e isso não tem nada a ver com você, nunca houve...

Logo, essa fala que surge na mente dizendo: eu faço, eu realizo etc... são apenas de pensamentos vindo de lugar nenhum, mas a mente segue dizendo: eu faço, eu penso..
Vejam como a respiração acontece sem esforço, mas a mente continua dizendo: eu estou fazendo isso, eu estou respirando..eu, eu, eu...
Isso , esse "eu" de tanto acreditarmos nele, se torna o centro de nossas vidas, e desafia tudo o que acontece, toma para si tudo o que acontece, e se coloca de certa maneira separado da vida.

Quando falamos desse "eu" e "minha vida", parece alguma coisa que temos, que possuímos. Com isso acreditamos que somos pessoas separadas umas das outras, que somos indivíduos com passado e futuro. Eu sou um indivíduo, ele é um indivíduo, ela é um indivíduo. Entidades separadas vivendo, "eus" separados, soltos pelo mundo.

Indivíduos separados estão procurando alguma coisa, vêem a vida como um jogo de procurar algo, isso mantém o jogo acontecendo. Esta busca constante por mais e mais parece que nunca nada será suficiente. Mesmo tudo que acontece, nunca é o suficiente.

É assim que a busca começa, quando aquilo que acontece não é bom o suficiente...ou eu quero mais, ou quero menos.

Enquanto nos basearmos nesse conceito de separação, no conceito de que os indivíduos fazem, ou não fazem, essa separação é o ponto. Enquanto alimentamos esse conceito de separação teremos que buscar uma maneira de voltar para casa, uma maneira de por fim a essa separação.
Isso nos leva a busca de maneiras e modos diferentes para por fim a separação e nos tornarmos novamente completos, plenos, absolutos...alguns chamam isso busca de Deus.

Esta busca, brinca consigo mesma de muitas maneiras diferentes. No mundo material se manifesta como buscas infinitas, tais como mais dinheiro (esta é uma das mais comuns!), mais status, um carro novo, melhores relacionamentos, mais amizades, melhor auto-estima..buscamos alguém no mundo que ajude a nossa vida a ficar melhor.
Nada no mundo material pode realmente nos satisfazer. Inclusive buscamos mestres espirituais e pedimos a eles para termos mais dinheiro, um emprego melhor, ou pedimos por iluminação, pelo despertar, por mais consciência no presente, por mais sabedoria, níveis de consciência, por experiências espirituais...

Parece que nunca estamos prontos, satisfeitos para apenas estarmos aqui, do jeito que somos.
Tudo gira em torno da busca pela Unicidade, pela Totalidade.
Se investigarmos profundamente veremos que a Unicidade em primeiro lugar nunca foi perdida, nem pode ser perdida. Nós nunca a perdemos porque nós nunca a tivemos. Ela está sempre diante de nós.

O segredo do despertar espiritual ou da libertação, ou do que você queira chamar, é Ser aquilo que se É. Ser aquilo que se apresenta diante de "nós" agora!"

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