24 de março de 2012

A Corrente Interior...


"A meditação que eu falo é como flutuar, não é como nadar.

Observem a um homem que nada e a uma folha que flutua no rio.
O prazer e a alegria da folha que flutua não são deste mundo. Para a folha não há problemas, nem obstáculos, nem disputas nem problemas.

A folha é muito sábia. E no que se baseia sua sabedoria? A folha é sábia porque tem feito do rio seu barco e agora navega sobre ele. A folha está preparada e disposta a ir ali onde o rio quiser levá-la. Assim, a folha dobrou a força do rio.

O rio não pode causar danos, porque a folha não luta contra o rio. A folha não quer oferecer nenhuma resistência; limita-se a flutuar.

Assim, a folha tem uma conformidade completa. por que? Porque agora procura estar de acordo com o rio; limita-se a flutuar: isso é tudo. Que o rio a leve onde queira: assim seja.
Tenham consciência então da folha que flutua.

Vocês podem flutuar assim no rio da vida? Não deverão pensar sequer em nadar, nem sequer ter a sensação de que nadam; a mente não deve existir para nada. (...)

A meditação que eu falo é semelhante a flutuar; não é semelhante a nadar.

Têm que flutuar, simplesmente. Quando digo que relaxem o corpo, quero dizer que têm que deixar que o corpo flutue. Então não mantêm nenhuma sujeição sobre o corpo; logo, não se prendam à borda do corpo: soltem, flutuem.

Quando digo que soltem também a respiração, não se prendam à beira da respiração. Deixem-na também, flutuem com ela também. Portanto, onde iremos? Se soltarem o corpo flutuarão; se lhes aferrarem ao corpo, ficarão nas bordas.

Como pode alguém entrar no rio se se prender à borda? Só poderá voltar para a borda.
Se a gente deixar a borda, entrará diretamente no rio. Assim, dentro de nós flui uma corrente de consciência divina, mas nos estamos aferrando à borda, à borda do corpo, á borda da respiração.

Soltem. Soltem também a respiração. Soltem também os pensamentos. Assim deixarão atrás todas as bordas.
Onde irão? Começarão a flutuar , a corrente flui dentro. Quem se deixa flutuar nessa corrente chega ao mar.
A corrente interior é como um rio, e o que se deixa flutuar nela chega ao mar.
A meditação é como flutuar. Quem aprende a flutuar alcança o divino. (...)

O nadador só pode alcançar a borda. Mas e o que flutua? Nenhuma borda pode deter o que flutua, porque se deixou levar pela corrente. A corrente o levará.
Levará e o fará chegar ao mar, com toda segurança."
Osho em Aqui e Agora

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