28 de março de 2012

Olhar sensível...


No olhar sensível não existem impedimentos,
Não existem regras,
Nem caminhos,
A sensibilidade tem asas próprias,
Alça seu vôo sem dar satisfações,
Nem explicações,
Abre as asas e vai...

A única diferença é que o olhar sensível não voa para fora,
Mas para dentro,
Alcança aquela dimensão profunda da alma,
Onde deixou um poema,
Onde a saudade se fez solidão,
Onde aquele sorriso está dizendo adeus...

O olhar sensível tem vida própria,
E linguagem própria também.
Ao contrário que muitos pensam,
O olhar sensível não se engana jamais,
Pois não se baseia na visão dos olhos,
Nem se perde na ilusão das formas formatadas,
Muito menos das falas, não ditas, ou malditas,
O olhar sensível é tão vasto que tudo cabe dentro dele,
E nele acaba por se transformar...

Por isso tudo aquilo que o olhar sensível vê, enxerga,
Enxerga dentro de Si,
E tudo fica absolutamente conhecido,
Tudo lhe pertence e é claro do jeito que é,
Resta apenas ao olhar sensível traduzir e ler,
Aquilo que a alma já sabe,
Mas nem precisa dizer...

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