12 de fevereiro de 2012

O Absoluto no orvalho...


Abriram-se as portas da percepção, e descobri um mundo sem lugar.
As questões obrigatórias foram vencidas,
As dúvidas e buscas dissolveram-se como névoa,
As dificuldades, impossibilidades se transformaram em pétalas de rosa perfumada,
e eis que surge o eterno presente,
O silêncio tranquilo e luminoso do instante...

Aquelas doces ilusões se dissolveram,
em meio a tantos véus do esquecimento.
Miragens do deserto pensante foram postas de lado,
E além da brisa fresca acolhedora,
restou apenas um sol radiante do meio dia,
Aquele sol permanente que nunca conheceu qualquer poente...

Abriram-se as portas da percepção...
A calma costumeira se tornou luz,
deixou a bagagem de lado e todas as falas sem sentido,
Imagens, nomes,
mesmo cânticos e poesias,
se transformaram em puro êxtase sem fim...

Adentrar nas dimensões do não lugar,
É perder-se e se encontrar,
É amar-se e se amar,
É desejar e se possuir,
nem mais nem menos.
Apenas o Absoluto na gota de orvalho da manhã...

3 comentários:

  1. Lindo texto em busca do equilíbrio, ameiiiii...Aguardo a sua visitinha viu...beijos floridos...

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    1. Vanessa querida obrigada por seu carinho!!
      Beijos e tenha uma linda semana! ;)

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  2. A unicidade do dia é que faz a vida ser única.

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