10 de fevereiro de 2015

O inefável som do canto do pássaro - Jeff Foster

 

"O inefável som do canto do pássaro, 
mas seu canto é 'lá fora' ou 'aqui dentro'?
Na presença do que eu sou, todos as fronteiras ilusórias se fundem; 

na verdade, jamais estiveram aí.

Só existe esta inominável canção, 
acolhida na presença 
naturalmente recebida na presença, 
nunca separada da presença.

Em pura quietude, um pássaro canta, 
nenhum 'conhecedor' separado do 'conhecido,' 
nenhum 'percebedor' separado da imaculada percepção matutina,
nenhum 'eu' separado de nenhum 'isto'.

O pássaro não é "lá fora", amigo, nem é 
'aqui', porque sua presença é a minha presença, 
a presença da vida mesma, e a pergunta em si mesma,
caem em silêncio.

A presença não pode ser afastada de si 
mesma, nem perto nem longe.

Não conheço um outro ser, 
porque eu sou esse ser, 
conhecendo a si mesmo.
Isto é o amor.

Nesta manhã de outono, só há o amor puro e 
a receptividade, um pássaro cantando para ninguém, 
um pássaro cantando para que todos escutem, 
um pássaro cantando em meu coração.

Eu sou o pássaro, sua doce canção, a brisa do 
outono, o prazer e dor de toda a humanidade, 
e sempre somos acolhidos desta maneira, 
impregnados de amor incondicional, mesmo 
dentro de nossa ignorância, mesmo em nossa 
tristeza.

Além da dualidade e da não-dualidade, 
além dos estragos do tempo, existe essa batida do coração, 
este murmúrio da vida e todo este portal, 
porque o destino está em toda parte."

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