5 de julho de 2014

A simplicidade é constrangedora - Satyaprem


"Participante – Imagino que um buda seja quando ele consegue ser a essência dele, a paz junto com o corpo e com a mente... Quando ele não foge, quando não tem um monte de máscaras.

Satya - Não. Não é nada disso. Você precisaria de tempo para tirar as máscaras. 


Que máscaras? 
Para inventar as máscaras ou falar delas, você precisa de tempo. 

No Zen, costumam dizer que todos os desejos, todas essas construções
mentais, são como flores no ar.

Participante – Por que?

Satya - Dê uma olhada! Tem alguma flor no ar?

Participante – Não.

Satya - Agora, arrume essas flores que estão no ar. Você consegue? Veja quanto tempo você perde tentando arrumar algo ilusório – maya. Você está tentando arrumar algo que nem existe.

Sei que não é tão fácil de entender, mas tente acompanhar, devagarinho, até que esteja cozido o suficiente para que você possa saborear.
Não tem máscaras. Assim como não tem problemas. Veja! 
Tudo o que capitalizamos como problemas e, ainda, reverenciamos como "nossos", não passam de flores no ar. Olhe nesse instante: qual é o seu problema? Tem algum problema?

Participante – Nossa! É constrangedor.

Satya - A simplicidade é constrangedora, não é?

Participante – E dá muita paz.
Satya - Sim. Toda a paz do mundo. Não tem problema."

Satyaprem em Satsang

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