3 de dezembro de 2013

Corpos e Planos de Consciência - Osho 1/2


"O estado perfeito de não-pensamento é atingido no quinto corpo, mas pequenos vislumbres começam no quarto corpo. Os pensamentos continuam no quarto corpo, mas a pessoa começa a observar intervalos entre dois pensamentos. Antes do quarto, há pensamentos, pensamentos e mais pensamentos, e não percebemos o intervalo entre eles. No quarto, os intervalos começam a aparecer e a ênfase muda. (...)

Até o terceiro corpo, a configuração de nossa mente tem a sua ênfase no pensamento.(...) A mudança começa a partir do quarto corpo; (...) O espaço vazio começa a entrar no foco de nossa mente. (...) E quando sua atenção estiver no espaço vazio, você não poderá pensar.  

Você pode fazer apenas uma destas duas coisas: enquanto você perceber pensamentos, você pensará, mas, quando você perceber o espaço vazio, estará vazio por dentro. Contudo, isso seguirá se alternando no quarto corpo. (...)  
Às vezes você perceberá pensamentos e às vezes o intervalo. O silêncio virá e os pensamentos também. A diferença entre o silêncio e o vazio é apenas esta: silêncio significa que os pensamentos ainda não terminaram, mas a ênfase está mudando. A consciência mudou do pensamento e tem prazer com o silêncio, mas os pensamentos voltam às vezes - e quando conseguem atrair a sua atenção, de novo o silêncio é perdido e começam os pensamentos.

Nos últimos momentos do quarto corpo, a mente ficará se alternando entre os dois. No quinto plano, todos os pensamentos desaparecerão e permanecerá apenas o silêncio. Esse não é o silêncio supremo, porque esse silêncio existe em comparação com o pensamento e a fala; silêncio significa não falar, e vazio significa um estado em que não há nem silêncio nem fala; (...)

O estado de absoluto não-pensamento ocorre no quinto corpo. No quarto corpo, obtemos vislumbres desse estado; ele será observado de uma maneira inconstante entre dois pensamentos. No quinto, o estado de não-pensamento se tornará evidente e os pensamentos desaparecerão. (...)

Até o terceiro corpo, a identificação e o pensamento vêm simultaneamente. Há a sua identificação e há a vinda do pensamento, não havendo intervalo entre os dois. Quando você está com raiva, está errado dizer que você está com raiva. Seria mais correto dizer que você se tornou a raiva porque, para estar com raiva, também poderia ser possível para você não estar com raiva. (...) Desde que você não pode parar seus pensamentos, sua identificação com eles é completa até o terceiro corpo; até aí, você é pensamentos.

Dessa maneira, até o terceiro corpo, alfinetar os pensamentos de alguém significa que estamos alfinetando a própria pessoa. Se você disser a tal pessoa: " O que você diz está errado" ela nunca sentirá que o que ela diz está errado, mas que ela está errada. Brigas, discussões acontecem não devido a uma afirmação, mas devido ao eu - porque há uma identificação completa. Atacar seus pensamentos é atacar você. Mesmo se você disser: "Tudo bem você não concordar com minha maneira de pensar", você sentirá que você foi contraposto. Muitas vezes acontece de a idéia em questão ser deixada de lado e começarmos a brigar por ela, meramente porque fomos nós que a lançamos, e não por uma outra razão. Você a apóia meramente porque a lançou como o seu ponto de vista - porque você a declarou como a sua escritura, o seu princípio, o seu argumento. 

Até o terceiro corpo não há distância entre você e os seus pensamentos; você é o pensamento. No quarto, começa a hesitação; você começará a ter vislumbres do fato de que você é uma coisa e seus pensamentos são outra. Mas, até então, você não é capaz de interromper seus pensamentos devido à associação estar muito profundamente enraizada. Acima, nos galhos, você sente a diferença. Você senta em um galho e seus pensamentos estão em outro, e você percebe que eles não são você. Mas, em sua profundidade, você considera que você e seus pensamentos são um só. Portanto, parece que os pensamentos estão separados e também parece que, se minha associação com eles for quebrada, os pensamentos cessarão; mas eles não cessam. Em algum nível profundo, a associação com os pensamentos continuará.

Mudanças começam a acontecer no quarto plano; você começa a ter uma vaga noção de que os pensamentos e você são diferentes. Entretanto, você ainda não pode declarar isso, e o processo do pensamento ainda é mecânico. Você não pode interromper seus pensamentos, nem ocasioná-los. Tanto posso lhe dizer: "Pare com a raiva e mostre que você é o mestre". Como posso lhe dizer: "Cause a raiva e mostre que você é o mestre". (...) No momento em que você puder cessar a raiva ou ocasioná-la, você será o mestre, os processos de geração da raiva e de sua interrupção estão ambos em suas mãos. Se você puder trazer a raiva, também poderá interrompê-la. (...)

No quarto plano, você começará a perceber que está separado dos pensamentos, começará a perceber que você não é seus pensamentos. Portanto, como disse anteriormente, sempre que ocorre o estado de não-pensamento a testemunha também vem, e onde há pensamentos, a testemunha é perdida. Nos intervalos entre os pensamentos, você perceberá sua identidade como separada dos pensamentos e não haverá nenhuma associação entre você e os pensamentos. Mas, mesmo então, você será um observador impotente e não será capaz de fazer muita coisa, embora todos os esforços devam ser feitos apenas no quarto corpo.

Assim, defini duas possibilidades no quarto corpo - uma natural e outra obtida através de meditações, e você se alternará entre essas duas.
A primeira possibilidade é o pensamento e a segunda é a compreensão. No momento em que você atinge o segundo potencial do quarto corpo - vivek ou compreensão - o quarto corpo se dissolverá, como também a identificação com a mente. Em outras palavras, quando você atingir o quinto corpo, duas coisas se dissolverão: o quarto corpo e essa identificação.


No quinto corpo, conforme a sua vontade você pode convocar pensamentos ou não convocá-los. Pela primeira vez os pensamentos será um meio e não dependerão da identificação. Se você quiser gerar raiva, poderá gerar raiva; se quiser convocar amor, poderá fazê-lo; se você não quiser convocar nada, tem a liberdade para isso; se quiser interromper a raiva semi-formada, poderá ordenar que ela se interrompa. Todo pensamento que você quiser ter, ele virá a você, e aquele que você não quiser ter, não terá poder de invadir a sua mente. (...)

Sua identificação se despedaçará no quinto corpo. Então pela primeira vez, você ficará à vontade e fica vazio através do seu próprio livre arbítrio. Mas, quando surgir a necessidade, você também pensará. Assim, no quinto corpo, pela primeira vez você estará colocando em uso o seu poder de pensar. Seria melhor dizer que antes do quinto corpo os pensamentos fazem uso de você; após o quinto corpo, você faz uso dos pensamentos. Antes disso, não está certo dizer: "Eu penso". No quinto corpo, você também vem a saber que os pensamentos não são seus: pensamentos de pessoas à sua volta também entram em sua mente. Entretanto, você nem está ciente de que os pensamentos que você considera como seus, poderiam ser de uma outra pessoa. (...) 
Os pensamentos de qualquer pessoa dinâmica boa ou má, podem exercer uma influência na mente humana. (...) Suas ondas de pensamento sempre se movem à nossa volta e somos capazes de perceber essas ondas de pensamentos que nos conduzem a nosso estado mental particular.
[ continua...]
Osho em Desvendando Mistérios
[Segunda parte clique aqui]

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