1 de junho de 2013

Desejos - Osho 3/3


"Um de meus amigos esteve comigo por muitos anos. Ele era um fumante inveterado e tentou e tentou, como todo fumante, não fumar. Um dia, de repente pela manhã, ele decidia: “Agora eu não vou fumar mais”; e à noite ele estava fumando de novo. 

E ele se sentia culpado e se justificava e, então, por uns dias, ele não podia juntar coragem novamente para decidir não fumar. Então, ele esquecia o que tinha acontecido. Então, um dia novamente, ele dizia: “Agora, eu não vou fumar mais”; e eu apenas ria, porque isso já tinha acontecido tantas vezes...! Então, ele mesmo se tornou farto de toda a coisa - com esse fumar e, então, decidir não fumar, e esse constante círculo vicioso.
Ele se perguntava o que fazer. Ele me perguntou o que fazer; assim eu lhe disse: “Não vá contra o fumar - essa é a primeira coisa a se fazer. Fume e esteja com isso. Por sete dias, não fique contra o fumar; faça isso”.

Ele disse: “O que você está me dizendo? Eu fui contra e, mesmo assim, eu não pude deixá-lo, e você está dizendo para eu não ficar contra. Então, não há nenhuma possibilidade de deixá-lo”.

Assim, eu lhe disse: “Você tentou a atitude hostil e foi um fracasso. Agora, tente a outra - a atitude amistosa. Não fique contra durante sete dias”.

Imediatamente ele disse: “Então, eu serei capaz de abandoná-lo?”

Aí eu lhe disse: “Então, novamente... você continua inimigo dele! Não pense em abandoná-lo de forma alguma. Como pode alguém pensar em abandonar um amigo? Durante sete dias, simplesmente esqueça-se disso. Fique com ele, coopere com ele, fume tão profundamente quanto possível, tão amorosamente quanto possível. 

Quando você estiver fumando, simplesmente esqueça tudo, torne-se o fumar. Fique totalmente à vontade com ele, em profunda comunhão com ele. Durante sete dias, fume tanto quanto você queira e esqueça-se dessa história de abandoná-lo”.

Esses sete dias tornaram-se uma consideração. Ele pôde olhar para o fato de fumar. Ele não estava contra; assim, agora, ele podia encará-lo. Quando você é contra alguma coisa, ou contra alguém, você não pode encarar. O próprio fato de ser contra se torna uma barreira. Você não pode considerar... 

Como você pode considerar um inimigo? Você não pode olhar para ele, você não pode olhar em seus olhos; é difícil encará-lo. Você pode olhar profundamente somente nos olhos de alguém que você ame; então, você penetra profundamente. Do contrário, os olhos nunca podem se encontrar.

Assim, ele olhou o fato profundamente. Durante sete dias, ele o considerou. Ele não foi contra; assim, a energia estava presente, a mente estava presente e aquilo se tornou uma meditação. 

Ele teve que cooperar com aquilo. Ele teve que se tornar o fumante. Depois de sete dias, ele se esqueceu de me contar. Eu estava esperando que ele dissesse: “Agora, os sete dias se acabaram; e agora, como eu posso abandonar”? Ele se esqueceu completamente dos sete dias. Três semanas se passaram e, então, eu lhe perguntei: “Você se esqueceu completamente”?

Ele disse: “A experiência tem sido tão bela. Eu não quero pensar em mais nada agora. Isso é belo e, pela primeira vez, eu não estou lutando com o fato. Eu estou apenas sentindo o que está acontecendo comigo”.

Então eu lhe disse: “Sempre que você sentir o impulso para fumar, simplesmente abandone-o”. Ele não me perguntou como abandoná-lo, ele simplesmente considerou a coisa toda e a coisa toda se tornou tão infantil e não havia nenhuma luta. 

Assim, eu disse: “Quando você sentir novamente o impulso de fumar, considere-o: olhe para ele e abandone-o. Pegue o cigarro em sua mão, pare por um momento, então, abandone o cigarro. Deixe-o cair e enquanto o cigarro cai, deixe o impulso interno cair também”.

Ele não me perguntou como fazê-lo, porque a consideração torna a pessoa capaz — você pode fazê-lo. E se você não pode fazê-lo, lembre-se: você não considerou o fato. Então, você estava contra ele, todo o tempo pensando em como abandoná-lo. Então, você não pode abandoná-lo.
Quando de repente o impulso está presente e você o abandona, toda a energia dá um salto para dentro. 
A técnica é a mesma, somente a dimensão difere: Quando algum desejo vier, considere-o. Então, de repente, abandone-o."
Osho em O Livro dos Segredos IV
Primeira parte clique aqui
Segunda parte clique aqui

Um comentário:

  1. É como diz Aline da Cidade das Pirâmides, “A vida é como o mar, hora manso, hora de ressaca, perigoso, mas lindo em suas manifestações”. “O auto-conhecimento desperta a nossa consciência”.”A consciência desperta nos leva a sabedoria de sermos senhores apenas de nosso universo” Veja os programas www.deolhonomundo.com você irá gostar muito! Abraços.

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