5 de julho de 2012

Do ego à Vastidão...


"O ego é a maior escravidão, o único inferno que conheço.

Aqueles que encontraram a fonte do amor dentro de si mesmos não têm mais necessidade de ser amados - e eles serão amados.
Eles amarão por nenhuma outra razão além de simplesmente terem muito amor - assim como uma nuvem de chuva quer chover, assim como uma flor quer desprender seu perfume, sem desejo de conseguir coisa alguma. A recompensa do amor está em amar, não em conseguir amor.

E estes são os mistérios da vida: se uma pessoa é recompensada simplesmente por amar, muitas a amarão, porque, por estarem em contato com ela, lentamente começarão a descobrir a fonte dentro de si mesmas. Agora elas conhecem pelo menos uma pessoa que irradia amor e cujo amor não é fruto de nenhuma necessidade. Quando mais ela compartilha e irradia seu amor, mais ele cresce.

Não pense na verdade como um objeto - ela não é um objeto. Não está lá - está aqui.

A mente funciona no "ou isso ou aquilo"; ou isso pode estar certo ou seu oposto pode dar certo. Ambos, ao mesmo tempo, não podem estar certos no que diz respeito à mente, à sua lógica, à sua racionalidade. Se a mente é " ou isso ou aquilo", então o coração é " isso e aquilo".

O coração não tem lógica, mas tem sensibilidade, perceptividade. Ele pode ver que não apenas ambos podem estar juntos; na realidade, eles não são dois. É apenas um fenômeno visto de dois aspectos diferentes. E se a questão de escolha entre a mente e o coração se levanta, o coração está sempre certo, porque a mente é uma criação da sociedade. Ela foi educada, ela foi-lhe dada pela sociedade, não pela existência. O coração não está poluído. O coração é pura existência; portanto ele tem sensibilidade. Olhe do ponto de vista do coração e as contradições começam a se derreter como gelo.

Eu digo a você: para ser um como universo, você tem de desaparecer e deixar que a existência seja. Você tem simplesmente de estar ausente, de modo que a existência possa estar presente em sua totalidade. Mas a pessoa da qual estou falando, que tem de desaparecer, não é a sua realidade, mas somente a sua personalidade, apenas uma idéia em você. Na realidade, você já é um com a existência. Você não pode existir de nenhuma outra maneira - você é a existência.

Mas a personalidade cria uma ilusão e o faz sentir-se separado. Você pode supor-se separado - a existência lhe dá total liberdade, mesmo sendo contra ela própria. Você pode pensar que é uma entidade separada, um ego. E essa é a barreira que o está impedindo de derreter-se na vastidão que o rodeia na todo momento."
Osho em Pepitas de Ouro

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