11 de junho de 2012

A luz do Tao...


"Quando olhamos as coisas à luz do Tao,
Nada é melhor, nada é pior,
Cada coisa, vista à sua própria luz,
Manifesta-se a seu próprio modo.

Pode parecer "melhor"
Do que é comparável a ele
Em seus próprios termos,
Mas em termos do todo
Nada torna-se "melhor".

Se você medir as diferenças,
O que é maior do que outra coisa é "grande"
O que é menor do que algo é "pequeno",
Assim, todo o cosmos é um grão de arroz,
E a ponta do fio de cabelo
É tão grande quanto a montanha -
Esta é a vida relativa.

Você pode romper muralhas com barras metálicas,
Mas não pode com elas, tapar buracos.
Todas as coisas têm diferentes utilidades.
Cavalos de raça podem viajar cem milhas por dia,
Mas não podem caçar ratos
Como os cachorros ou as doninhas;
Todas as criaturas possuem dons próprios.
A coruja de cornos brancos pode pegar pulgas à meia noite
E distinguir a ponta de um fio de cabelo
Mas, de dia, ela fica imóvel, inútil,
E nem mesmo pode ver uma montanha.
Todas as coisas possuem diferentes capacidades.

Consequentemente,
Aquele que quiser possuir
O certo,
Sem o errado,
A ordem sem a desordem,
Não percebe os princípios,
Do céu e da terra.
Não percebe como as coisas se unem.

Pode um homem apegar-se apenas ao céu
E nada saber da terra?
São correlatos: conhecer um
É conhecer o outro.
Recusar um,
É recusar a ambos."
Thomas Merton em a Via de Chuang Tzu

A existência é plena, una, indivisível; E nessa unidade nenhuma comparação é possível, já que tudo e todos necessariamente se completam; "escolher" alguma coisa em detrimento de outra, é primeiramente uma ilusão da mente, e ao mesmo tempo é "perder" a ambas.
A visão pequena, restita, observa um e não vê o outro. A visão ampla reconhece a relação entre o grande e o pequeno, e afirma a real complementariedade das aparentes diferenças...
Amor
Lilian

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