15 de abril de 2015

Osho fala sobre as terapias alternativas - 2/2


[continuação...]

"Pergunta : No seu livro, "Escuta Zé Ninguém", Wilhelm Reich diz que a energia se expande quando nos sentimos bem, e que ela se retrai quando sentimos medo. Reich diz que descobriu a energia vital do homem - que ele nomeou de Orgônio - e também se encontra na atmosfera, à volta do corpo. Ele afirma que podemos vê-la, e que construiu um aparelho que a amplifica. Isso que ele observou é real?

Osho - Wilhelm Reich é uma das inteligências únicas deste século. O que ele descobriu é conhecido no Oriente, sob o nome de aura. Vocês podem ver a aura em torno das estátuas de Buda, de Mahavira, ou de Krishna. A aura ronda o corpo, é uma realidade. Aquilo que disse W.Reich é absolutamente verdadeiro, mas as pessoas que o ouviram não o compreenderam. Eles pensaram que ele estava louco, pois descreveu a vida como uma energia duradoura, uma energia que envolve o corpo. É perfeitamente verdadeiro.

A vida é uma energia que envolve vossos corpos. Não somente seus corpos, mas as flores, as árvores, os animais. Tudo possui uma aura. E esta aura, esta energia que vos envolve, ela se retrai e se expande, segundo a situação. Quando estamos doentes, a energia se retrai. Todas as situações vossa energia está sempre mudando. No amor, vossa energia se expande para o exterior, e você se sente vivo, radiante; quando você sente medo, vossa energia se encolhe, e você se sente menos vivo, menos vital.

Os americanos pensaram que W.Reich estava louco, porque ele não somente amplificava esta energia - ele descobriu alguns exercícios que amplificavam esta energia vital no organismo - ele também captou esta energia em câmaras, grandes câmaras que as pessoas poderiam entrar. Se um homem estava doente, ele saia curado. Ele vendeu estas caixas, e eram caixas vazias - mas elas não estavam vazias na verdade. Ele havia descoberto o meio de captar a energia disponível na atmosfera. Esta energia irradia a sua volta, a volta das árvores, mas você não pode vê-la a olho nú.

Após declararem Reich como louco e o prenderem, um outro homem fotografou esta energia na antiga União Soviética. Ele a manteve dentro do seu próprio país, e então reconheceram que a vida possui uma aura. Kirlian inventou umas placas bastante sensíveis a ponto de fotografar a aura em torno da sua própria mão. Esta fotografia, que recebeu o seu nome Fotografia Kirlian, é capaz de mostrar inclusive se uma pessoa irá adoecer com seis meses de antecedência.

Kirlian viu nas fotos, que neste instante, um homem não demonstrava nenhum sinal de doença, mas sua aura estava de uma maneira retraída, e se a aura estiver de uma maneira retraída, ao redor dos olhos, é possível que a pessoa venha a ficar cega. E como as fotografias não mentem. Quando ele disse que este homem corria o risco de perder a visão - mesmo que não havia nenhum sinal disso ainda - mas foi o que aconteceu, e o homem seis meses depois, ficou cego. A fotografia Kirlian foi reconhecida pelo governo soviético, e hoje em dia ela é igualmente reconhecida em outros países. Qualquer um pode vir a ficar doente. A fotografia Kirlian é profética. Ela mostra o que irá se passar com pelo menos seis meses de antecedência.(...)

Wilhelm Reich foi um gênio único. Ele foi capaz de ver e de sentir aquilo que não é possível a qualquer pessoa. Mas se você for meditativo, é possível que você possa ver a aura das pessoas e inclusive a sua mesma. Você poderá ver circulando a sua mão uns raios de luz, você os verá irradiar. Quando se está com boa saúde, você sente sua aura se dilatar. Quando se está doente, você sente sua aura se encolher; quando se está doente, alguma coisa se retrai em você.
Quando se está na cabeceira de um doente, você pode sentir uma estranha sensação, como se de uma certa forma, ele o deixou doente. Sem se saber, as doenças exploram as auras dos outros. Elas precisam de um pouco mais de vitalidade, Elas captam essa vitalidade daqueles que vem visitá-lo. E vocês sabem por experiência, mesmo sem se entender, que existem pessoas que você evitar. Quando você a encontra, se sente doente, você tem a impressão que ficou preso a qualquer coisa. E existem aqueles que sempre que você encontra, sentem uma expansão, você se sente muito mais vivo.

Wilhelm Reich tinha razão, mas infelizmente as massas não o aceitaram, como jamais aceitam seus próprios gênios; pelo contrário, o condenaram. W.Reich tinha razão, (...) Toda a atmosfera é plena de vida, E quando se reconhece sua própria fonte da vida, você pode tomar consciência que também os pássaros são vivos, as árvores são vivas, as plantas são vivas - existe vida por todos os lados! E você pode então dançar com essa vida, você pode conversar com essa vida, com essa atmosfera. Mesmo que as pessoas o tenham considerado com um louco, porque as pessoas são as mesmas até hoje; são as mesmas que condenaram Jesus, que prenderam W.Reich em um asilo, que envenenaram Sócrates. Infelizmente, essas pessoas pequenas são a maioria. (...)

O Ocidente se interessa muito pelas coisas do Oriente. Mas para os Orientais, a abordagem se dá em profundidade. Quando um ocidental aborda cientificamente, ele sempre aborda pela lógica, pela razão e análise, e aí ele destrói as bases. (...) Quando você estuda acupuntura, é necessário se estudar muito, mas somente isso não é o essencial. Absorva todas as informações possíveis, depois as esqueça e mergulhe naquilo que ressona do seu interior, na obscuridade do seu ser. Escute vosso próprio inconsciente, sinta a ressonância que ocorre junto com seu paciente. É diferente quado isto acontece...
Quando um paciente visita um médico ocidental, o médico começa a raciocinar, à diagnosticar, à analisar, à pesquisar, onde está a doença, em que ela consiste, e como combatê-la. Ele utiliza uma parte do seu mental, a parte racional. Ele ataca a doença, e começa a conquistar: uma luta começa entre o médico e a doença. O paciente está fora do jogo - o médico não cuida mais dele. Ele ataca a doença - ele ignora completamente o paciente.

Quando você vai a um acupunturista, a doença não é o mais importante, o paciente é o mais importante. Foi ele que criou a doença: a causa se encontra dentro do paciente, a doença não é nada além do sintoma. Você pode mudar este sintomas, mas uma outra forma de sintoma aparecerá. Você pode dominar esta doença com medicamentos, você pode interromper sua expressão, mas a doença se aprofundará com sintomas ainda mais perigosos e com mais força. A doença que persiste, será mais difícil de se tratar que a primeira. Você irá utilizar novas drogas, e a terceira será ainda pior e mais difícil de ser abordada.(...)

A acupuntura se ocupa da causa. Não se preocupa com os efeitos, ataca diretamente a causa. E como se pode chegar à causa? A razão não pode alcançar a causa, para a razão a causa não é tão importante, ela pode somente se ocupar dos efeitos. Só a meditação pode chegar à causa. O acupuntor vai sentir o paciente. Ele vai esquecer seu saber, ele vai justamente restabelecer a harmonia, vai tentar entrar em harmonia com o paciente, ele vai criar uma sintonia, e descobrir o ponto entre o paciente e ele mesmo. Ele vai procurar sentir a doença do paciente em seu próprio corpo, em seu próprio sistema energético. Para ele, esta é a única maneira de saber intuitivamente onde se encontra a causa, pois a causa está escondida. Ele deverá ser um espelho e refletirá a causa da doença que estava escondida.

Este é o processo. Ele não pode ser ensinado, pois ele não tem como ser ensinado. É uma exploração que vale realmente a pena.(...) Se pouco a pouco vocês se tornam capazes de sentir sua própria energia em vossos corpos, então, a acupuntura deixa de ser uma técnica, e se torna um instrumento; é é uma visão - é muito mais uma intuição, uma arte.(...)

Nós devemos mergulhar em nossos corpos até o seu núcleo mais íntimo. Os setecentos pontos da acupuntura não foram conhecidos pelos antigos, à partir do exterior, de forma objetiva, mas eles foram descobertos à partir do interior, em meditação profunda.
Quando vocês vão aprofundando em si mesmos, quando vêem o interior - há uma grande experiência - nós podemos ver os pontos da acupuntura em torno de nós, como uma noite repleta de estrelas. E quando virem estes pontos de energia, estarão prontos. Tocando simplesmente o corpo de outra pessoa, você é capaz de sentir a energia que falta, e a energia que está em excesso; ou ela está em movimento, ou está bloqueada, ou está fria, ou quente; ou se está viva ou morta. Existem pontos que respondem rapidamente e outros que não respondem.

Vocês não podem conhecer a acupuntura sem primeiro conhecer a vós mesmos. Quando os dois coincidem, acontece uma grande luz. Nesta luz, vocês podem ver - não apenas vocês mesmos, como o corpo de outras pessoas igualmente. Uma nova visão se desenvolve, como se o terceiro olho estivesse aberto."
Osho em Médicine & Méditation
(tradução de Amidha Prem)

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