8 de julho de 2013

Intimidade - Osho


"Quando você começa a se sentir mais próximo de alguém surge uma intimidade, então até mesmo uma simples palavra que pronuncie é importante. Então você não pode brincar com as palavras com tanta facilidade, porque agora tudo tem significado. Portanto, haverá lacunas de silêncio. 


A princípio você se sentirá estranho, porque não está acostumado ao silêncio. Você acha que deve dizer algo; do contrário, o que o outro irá pensar?

Sempre que você se aproxima de alguém, sempre que há algum tipo de amor, o silêncio vem e não há nada a dizer.

Na verdade, não há nada a dizer — não há nada. Com um estranho, há muito a dizer; com os amigos, nada a dizer. E o silêncio se torna pesado porque você não está acostumado com ele.

Você não sabe o que é a música do silêncio. Você só conhece uma maneira de se comunicar, e essa é verbal, por intermédio da mente. Você não sabe como se comunicar por intermédio do coração, coração a coração, em silêncio.

Você não sabe como se comunicar apenas estando ali presente, por intermédio da sua presença. 
Você está evoluindo, e os padrões antigos de comunicação estão ficando insuficientes. Você terá de desenvolver novos padrões de comunicação não-verbal.

Quanto mais alguém amadurece, mais necessária é a comunicação não-verbal. A linguagem é necessária porque não sabemos como nos comunicar. Quando sabemos como fazê-lo, pouco a pouco, a linguagem não é necessária. 
A linguagem é apenas um meio muito primário. O meio verdadeiro é o silêncio.(...)

Quanto mais você medita, mais você ama e mais se relaciona. E, por fim, chega o momento em que apenas o silêncio convém. Assim, da próxima vez em que estiver com alguém e não estiver se comunicando com palavras, e sentir-se pouco à vontade, fique feliz. 

Mantenha o silêncio e deixe que o silêncio estabeleça a comunicação.

A linguagem é necessária para aproximar pessoas com quem você não tem um relacionamento amoroso. A não-linguagem é necessária para pessoas com quem você tem um relacionamento amoroso. É preciso tornar-se inocente outra vez como uma criança, e calado.

Os gestos sairão — às vezes vocês sorriem e dão-se as mãos, ou às vezes vocês apenas ficam em silêncio, olhando um nos olhos do outro, sem fazer nada, só estando ali, presentes. 

As presenças se encontram e se fundem, e algo acontece que só vocês sabem. Só vocês, com quem está acontecendo — ninguém mais vai saber, tal a profundidade em que acontece.

Aproveite esse silêncio; sinta-o, prove-o e saboreie-o. 
Logo você vai ver que ele tem a sua própria comunicação; que ela é maior, mais elevada, mais secreta e mais profunda. 
E que a comunicação é sagrada; há uma pureza em torno dela."
Osho em Meditações para a Noite

***

Ser íntimo é ser divino. Quando alcançamos uma intimidade com outra pessoa, é sinal que as barreiras da mente já não exercem qualquer obstáculo, o amor alcançou a sua verdadeira dimensão...
Ser íntimo é ser autêntico, e nessa autenticidade ser reconhecido, aceito e amado da mesma forma.
Ser íntimo é se descobrir inteiro, pertencendo, fazendo parte da existência. Nessa descoberta o ego se derrete, e todas as ideias de controle, de comparações, de julgamentos, se dissolvem, e o que resta é o que sempre existiu, só que estava oculto por tantos conceitos mentais, e que agora aflora com total tranquilidade, paz, amor e um profundo relaxamento no outro, na vida, no momento presente...
Ser íntimo de alguém, é se descobrir íntimo da vida, de Deus, da Totalidade... é descobrir que nunca houve de fato um "alguém" ali, só a intimidade existia...
Ser íntimo é ser dentro, ser núcleo, ser cerne, ser Self...
Estar intimamente ligado a tudo e a todos, essa é a pureza essencial da espiritualidade, é a essência da meditação... e o silencio amoroso a mais perfeita comunicação...
Amor
Lilian


2 comentários:

  1. Muito lindo este texto do Osho, assim como o que você escreveu; a mais pura verdade. Bjs.
    Namastê.

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