19 de janeiro de 2015

Atenção à fonte - Ruper Spira


"Toda a gente sabe que Eu Sou, mas nem toda a gente conhece a natureza do Eu que Eu Sou.

Então é necessário uma descoberta adicional, além de saber-se apenas que Eu
Sou.

Para conhecer a natureza do que Eu Sou, temos de atender ao que Eu Sou. Exatamente da mesma forma que, se quisermos conhecer a natureza de alguma coisa, atendemos a ela, damos a nossa atenção a ela.

Então, tendo descoberto que Eu Sou, o passo seguinte é dar a nossa atenção ao Eu que Eu Sou. Quem daria atenção, e o que é que seria a atenção exatamente que damos ao Eu que Eu Sou?

Obviamente que o único que pode dar atenção ao que Eu Sou é aquele que está
consciente que Eu Sou. É o mesmo Eu que Eu Sou que dá atenção a si mesmo. Isso é este virar da atenção que Ramana Maharshi chamou auto-investigação. Levar a atenção de volta à sua fonte, para descobrir, não apenas o fato de que Eu Sou, mas a natureza do Eu que Eu Sou. E é neste atender a nós próprios ou como nós próprios que vem até nós a memória da nossa verdadeira natureza.

Quando eu digo atender a nós próprios, eu sei que compreendes que não podemos atender a nós próprios como um objeto. O Sol não pode virar-se ao contrário para si próprio e brilhar como um objeto. Então para atender a si mesmo, significa simplesmente ser si próprio conscientemente. E conforme nos atemos conscientemente como nós próprios, as qualidades que são inerentes em nós próprios, começam a emergir. Gradualmente na maioria dos casos como pano de fundo.

E a primeira qualidade a emergir na maioria dos casos é a paz. Esta qualidade imperturbável que tem a Consciência que, não importa o que aconteça no primeiro plano da experiência - pensamentos, sentimentos, atividades, relacionamentos etc - no pano de fundo, pelo menos parece estar no pano de fundo a princípio, existe esta paz imperturbável."

Ruper Spira em Satsang

Colaboração de Lucia Antunes

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