2 de agosto de 2014

Amando o mundo! - Osho


"Osho, pode-se amar mais de uma pessoa?

Pode-se amar o mundo, deveria se amar. O amor não deveria ser de maneira alguma possessivo. Ele não deveria ser exclusivo. Somente quando o amor for inclusivo você saberá o que ele é. Quando o amor é exclusivo, exclusivamente para uma pessoa, você o está estreitando tanto que o matará. Você está destruindo sua infinidade, está tentando colocar todo o céu num espaço muito pequeno; e este espaço pequeno não pode contê-lo.

Se deveria estar em amor. O amor não deveria ser apenas um relacionamento, mas um estado se ser. E sempre que você ama um, através deste um você ama o todo. E se o amor realmente aconteceu, você de repente descobrirá que começou a amar as árvores, os pássaros, o céu e as pessoas. Quando você se apaixona por uma mulher, o que acontece exatamente? Quando você se apaixona por todas as mulheres. Essa mulher é apenas uma representante, uma amostra de todas as mulheres que existiram, que existem e que existirão no mundo.(...) Mas a mulher não é apenas uma mulher, ela também é um ser humano. Assim, você se apaixona por todos os seres humanos. E a mulher não é só um ser humano, ela também é um Ser. Assim, você se apaixona por todos os seres. Uma vez apaixonado, você ficará admirado por sua energia de amor ser liberada em direção a todos. Este é o verdadeiro amor.

O amor possessivo não é o verdadeiro amor. Ele é tão minúsculo, ele sufoca a si mesmo e sufoca também o outro. Mas tem sido assim até o momento: o amor nunca foi inclusivo. Foi-lhe ensinado amor exclusivo.(...)

O ser humano tem vivido sob uma economia da escassez: a comida, as casas, as roupas não eram suficientes para todos. Tudo é escasso. Se você ama duas pessoas, naturalmente ambas obterão a metade. Se você ama três - mais divisão. Se você ama milhares, o amor se espalha tão tenuamente que será praticamente como se você não amasse ninguém.

Isso não é verdadeiro em relação ao amor. O amor é inesgotável, não há questão de escassez. E você ficará surpreso pois mesmo pessoas como Sigmund Freud consideram que existe escassez até no amor; Freud é contra amar o seu vizinho ou os estranhos. Ele é bastante contra as palavras de Jesus " Ame o seu próximo". E o seu argumento é econômico - se o amor se espalhar ele se tornará tênue. (...) Freud teve como certa uma economia de escassez na psique; havia apenas um tanto de libido e de amor para circular, e a pessoa deveria ser cuidadosa na hora de investi-lo. Isso é completa tolice, isso está totalmente errado.

Você não tem somente um tanto de libido; você tem libido infinita. E porque essa ideia foi posta em sua cabeça, você sofre. (...)
Deixe o amor fluir; você é um poço de amor. Deixe que as pessoas extraiam de você tanto amor quanto puderem, e águas frescas estarão vindo. Você está unido ao oceano infinito;

Quando as pessoas se tornarem conscientes desse fenômeno, que o amor é inesgotável e que não há escassez, o ciúme desaparecerá. O ciúme é parte da economia da escassez. (...)

Lembre-se disso também: o amor não precisa sempre significar algo sexual, algo sensual. O amor também tem muitas dimensões, é um fenômeno multifacetado. Você pode amar a música, a poesia... (...) O amor torna tudo vivo; tudo o que ele toca ele torna vivo. O desamor torna tudo morto.(...)

Se você vive em desamor você vive em um mundo morto. Se você vive em amor, você vive em um mundo plenamente vivo."
Osho em A Sabedoria das Areias vol III.

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