7 de junho de 2014

Salmo do Eterno - Goethe



“Não se destinam os seres ao nada.
A essência eterna vive e obra em tudo, perenemente.
Aceita jubiloso a existência, porque a vida é eterna
E inquebrantáveis leis protegem os tesouros criados pelo universo.

A verdade desde há muito se vem revelando através do grandes espíritos.
Consagra-te a essa verdade.
Rende graças à sabedoria que traça o círculo do Sol e o mesmo faz com sua irmã Terra.

Volve-te para ti mesmo: no mais fundo de teu ser encontrarás um guia,
Ao qual um espírito nobre se confia sem reservas.
O recôndito de ti mesmo é um lugar onde nenhuma lei te pode faltar
Porque a consciência livre é o Sol de teu dia moral. Os sentidos também te orientam.

Com a inteligência desperta não te enganarão os erros.
Com ágil olhada observa e com passo seguro e modesto
Caminha através das planuras deste mundo tão rico de dons generosos.
Que tua alegria seja moderada na abundância e bendição;
Que a razão esteja presente quando a vida goza a vida.

Assim deixa o passado ser efêmero; assim o futuro é uma antecipação vivida;
Assim é presente a eternidade. E quando dessa forma modelares a tua alma;
Quando te cientificares de que somente é verdade aquilo que vivifica teu espírito,
Então observa o curso geral do mundo e junta-te à minoria.

Em todos os tempos o filósofo e o poeta preferiram trabalhar silenciosamente quando de suas criações.
Essa será tua felicidade, a mais invejável.
Gozarás de antemão os sublimes sentimentos que um dia hão de encher as mais nobres almas.”

Goethe em Salmo do Eterno

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