30 de maio de 2014

O Amor inunda o Vazio - Jeff Foster


"Sentimos um buraco cósmico dentro de nós, um bem aparentemente vazio que parece que precisa ser preenchido, e então tentamos preenchê-lo, com 
dinheiro, com drogas, com sexo, com sucesso, com fama, com conhecimento, 
com todos os tipos de experiências temporais e estados. 

Mas tudo passa, tudo se move, tudo é esquecido, mesmo o mais feliz, mesmo o espiritualmente elevado, mesmo a mais chocante mudança de vida, 
insights ... e o buraco ainda está lá, com fome, como sempre e o que fazer, o que fazer? 

Nada pode ser feito para preencher um buraco inexistente.

Esquecemos que na realidade, não há nenhum buraco na experiência presente.

Há apenas a Totalidade, esta vasta capacidade que você é, essa consciência antes do vazio e da forma, cheio até a borda com a vida, e nós somos isso, e nós fomos sempre isso: tão radicalmente total que ele ainda permite a sensação de um buraco em si.
Até mesmo um buraco está todo aqui. 

Até mesmo um sentimento de falta é dada permissão cósmica para encontrar 
espaço, neste caloroso abraço de nós mesmos.

Amor inunda o vazio, e a busca de casa nunca tivesse acontecido.(...)

Disse uma vez o Dalai Lama, que um monge tibetano, que passou mais de dezoito anos em um campo de trabalhos forçados numa prisão chinesa, disse-lhe que em algumas ocasiões ele teve de enfrentar o perigo. 
Perguntou a ele: "Perigo? Que tipo de perigo?" Pensando que ele falaria algo sobre prisão e tortura chinesa. Ele respondeu "Muitas vezes eu estive perto de perder a compaixão pelos chineses".

Ao contrário da crença popular, não existem pessoas "más" neste mundo, há
somente aqueles que estão absolutamente certos de que a sua visão e a sua versão da realidade é singularmente correta, e que estão totalmente receosos em se abrir à possibilidade de conhecer outras pessoas numa intimidade vulnerável e diante da alegria da dúvida.

O "mal" é simplesmente uma visão estreita, uma dolorosa constrição e rejeição do fluxo da totalidade da vida, o esquecimento da nossa verdadeira natureza como a capacidade e a vastidão, e a total ausência de uma "pessoa" sólida e separada.É se agarrar com medo às histórias ao invés de se deixar ir ao livre oceano da consciência.

Não há "más pessoas" no mundo, apenas aqueles que secretamente vivem a vida com medo da vida e que agem com base neste medo.

O MAL é simplesmente VIVER para trás.
Viver no sentido contrário.
Este reconhecimento é a base da grande compaixão por aqueles que nos apressamos a julgar e a rotular como "maus".

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