11 de maio de 2013

A Paz nasce da Paz...


"A Paz não é uma "coisa", um objeto... 
A Paz é o que resta, quando tudo o mais que não tem importância, se vai.
Paz não é conquista, como um campeonato, ou um novo continente.Não.

Paz é atributo da alma, é o raio de sol do Ser que se desponta sereno
quando todas as batalhas da mente já foram abandonadas.

Paz não se compra, nem se aprende,
Paz não é merecimento, e nem mesmo recompensa,
Paz é o vazio, o silencio pleno de amor e confiança.
Se perguntar confiança em que? em quem? Nem para isso existe resposta,
já que a Paz é Ser e não Ter, não é "coisa" é mais uma Dimensão.

Podemos viver décadas, vidas e vidas buscando a paz, ou mesmo tênues momentos de Paz, e a carregamos na nossa essência desde sempre, isso é mesmo paradoxal.

Nós nascemos Paz, e ao longo da vida vamos colocando tantas regras, tantas memórias, tantos condicionamentos, problemas, culpas, metas, objetivos, desafios, obrigações, tantas coisas e a paz se torna uma "coisa" também. 
Mas nunca foi.

Perdemos o foco, perdemos o centro, e nesse centro, a Paz é sempre presente. Nunca deixou de ser, sempre esteve aqui e agora, no mais profundo de cada um de nós.


Vamos a guerra em busca de Paz, e mesmo nos pequenos instantes do dia a dia, estamos em guerras internas, guerras mentais, revoltas, rebeliões internas, conflitos, e para completar todas essa "guerras" nos lembramos que precisamos de Paz...

Nós criamos as guerras, sejam elas quais forem, nós criamos as guerras... 
Como fazemos isso: Nós alimentamos pensamentos conflitantes, em que nos colocamos como centro do mundo, e tudo o mais tem que correr conforme nossa vontade. Nós partimos do principio de que "eu" sou melhor que "você"; ou que "eu" preciso ser tão bom quanto "você"; que alguém está me prejudicando, que estou sendo explorada, que a vida é injusta, que isso e aquilo... Guerras, guerras, e mais guerras...

Onde está a Paz nessas horas? Onde? 
Nosso foco ficou aprisionado na bolha de sabão do "eu". Tomamos essa bolha como centro do Universo, e nos desconectamos da Grande Vida... isso é a causa das guerras internas, que muitas vezes se exteriorizam e causam tanta dor e sofrimento...

Retomemos o centro, reconectemos com a Grande Vida, eternamente em fluxo.
Primeira coisa: Quem SOU EU? É a pergunta que devemos nos fazer numa situação dessas. Quem SOU EU?

Sou uma pequena bolha de sabão egóica? Sou auto-suficiente? Possuo alguma autonomia?

Claro que não. 
Nunca houve essa bolha de sabão egóica na verdade, só mesmo os pensamentos criaram essa ilusão de ótica chamada "eu", chamada "você"... Isso é pura imaginação. 

Quem SOU EU?
Essa é a pergunta que não possui resposta. 


Essa pergunta nos conecta com o Ser original, pleno, Universal. 

Quem SOU EU se não a própria Vida, a própria Realidade, a Totalidade..
Tudo incluído. Tudo já possui a permissão para acontecer, para existir desde sempre...Tudo é possível! Isso é algo divinamente belo, e ao mesmo tempo extremamente desafiador, pois nos coloca sempre em movimento, em constante adaptação ao momento presente. 
Assim é a Vida. Sempre nos desafiando a nos adaptarmos e a criarmos juntos o momento presente.

Com essa Consciência do EU SOU, como é possível existirem guerras aqui? agora?
Impossível.


O que emerge é a Confiança, e mais, a Compaixão e o Amor...

A Unicidade é restabelecida, e vemos como todas as guerras surgem da inconsciência, da cegueira de quem realmente nós somos.

Paz nasce da Consciência.
Quanto mais consciente, mais centrados Naquilo que É, mais a Paz se faz presente e permanente. Não se precisa buscar a Paz, basta que estejamos ancorados na Consciência Plena, que todas as guerras se dissolvem como fumaça...
E como dizia o amado Papaji: Tudo o que nasce da Paz, é Paz...
Amor
Lilian


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