9 de abril de 2016

A paz não chega aos que dormem - Sambodh Naseeb


"Quando vejo a beleza de uma flor, o que estou vendo é a beleza da Fonte Única Essencial, a beleza de Deus, a beleza da Consciência Primordial, emanação da Realidade e Identidade Zero. 

E não a beleza de uma flor. Quem vê a flor, a forma da flor, o nome da flor, é minha mente racional limitada. 

A consciência de posse do Olho da Clareza vê a beleza, intuitivamente vê e sente a presença da fonte única, o Logos, em todas as coisas, porque, novamente, todas as coisas são a objetivação deste Logos, desta Inteligência Primordial. No Amor Real não há aquele que ama. 

Nem aquele que é amado. Há apenas Amor. Não-dualidade é a base da experiência. Dualidade é a base da mente, da linguagem. A beleza corresponde a uma profundeza de alma.

Este Logos, esta Inteligência, é a essência de todas as coisas, seres vivos e objetos, estando jamais separada deles. 

A relação é como a onda e o oceano. Platão foi mal interpretado. Ele falou dessa inter-relação, mas muitos filósofos ainda insistem na dualidade de seus ensinamentos (este mundo sensível e imperfeito e o outro mundo inteligível e perfeito). 

Insinuar que Platão criou um conceito de separação, fazendo surgir dois mundos separados, sendo um perfeito e imperfeito, ocultando a inter-relação dos dois é depreciar todo seu ensinamento. Isso é coisa dos Romanos. 

Ao criarem a Igreja Católica Apostólica Romana, essa separação foi útil para condenar as pessoas e justificar seus dogmas, usando Platão e Aristóteles para fundamentar seus sofismas. 

Heráclito disse que a natureza tem essa mania de esconder a sua essência aos olhos daqueles que dormem. Aqueles que dormem interpretaram Platão. 

Um Platão que vive secretamente em seus sonhos mais profundos."

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